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Rota Jardim (África do Sul): cavernas e animais em Oudtshoorn

Ao contrário de quase todas as cidades da Rota Jardim, Oudtshoorn não fica na costa da África do sul ou à beira-mar. Para chegar até esta cidadezinha, deve-se sair da estrada cênica N2 na altura da cidade de George rumo ao interior do continente, cerca de 55Km para dentro. Fica no centro da região/província de Klein Karoo, cuja destaque principal e grande fonte de renda vem da criação de avestruzes, e do comércio de suas penas, carne, couro e ovos.


Ao percorrer o caminho até lá, já se percebe que o ambiente úmido e vegetação praiana da rota desaparece, dando lugar a uma vegetação semi-desértica  e árida. Este clima seco propicia a criação dos avestruzes, que se encontram aos montes em propriedades rurais por todos os lados, sendo que 2 delas tem mais destaque e são reconhecidas como “Ostrich show farms” (Fazendas de show de avestruz). Para conhecer melhor acesse os links: http://www.highgate.co.za/ e http://www.cangoostrich.co.za/
 
Infelizmente reservamos somente 1 dia e meio para esta cidade e não deu tempo de visitar nenhuma destas fazendas, mas dizem que é imperdível para conhecer mais de perto estas curiosas aves e principalmente para se divertir alimentando-as, testando subir em seus ovos (resistem até 75Kg) e montado nelas para uma "corrida", o que certamente vai render ótimas fotos e boas risadas! Se não tiver coragem, contente-se em ver os tratadores dos animais apostando corrida entre eles, de forma bem mais profissional do que os turistas que estão encarando o desafio pela primeira vez.

... mas tirando esta atração imperdível que perdemos (!!) em Oudtshoorn, fizemos as duas outras mais conhecidas e altamente recomendadas, e aprovamos! Visitamos Cango Caves, cavernas com espetaculares formações rochosas, e também fomos até o Cango Wildlife Ranch, que é uma espécie de zoo-safári ao mesmo tempo, cheio de animais típicos africanos, e com várias interações possíveis entre os visitantes e eles.

O passeio pela Cango Caves (cavernas) é obrigatoriamente feito em grupos e junto com guias especializados, já que é uma área de preservação, em que as formações rochosas internas demoraram milhares e milhares de anos para se formar, e que portanto precisam ser visitadas com cautela, respeitando as áreas restritas e sem tocar nas paredes.

Escadarias e formações rochosas que vão do chão até o teto
 
   
     
O local é bem-estruturado internamente, com algumas escadarias artificiais porém também feitas de pedra, para facilitar o acesso às partes superiores ou com desnível. Em cada uma delas o guia pára e explica previamente o que veremos, e só aí é que se acendem totalmente as luzes, criando uma iluminação mais cênica e que valoriza e dá profundidade ao local. Depois de um tempo para olhar e fotografar, as luzes são desligadas (isto ajuda na conservação das pedras) e somos guiados na penumbra até outro local.

 
Antes de acender as luzes de cada câmara, a caverna fica assim na penumbra

Fiquei impressionada com o tamanho interno da caverna e suas várias subdivisões em câmaras de diferentes tamanhos, e isto porque só uma parte do complexo está aberta para mostra ao público! O tour guiado dura cerca de 1h, e ao final existe a opção de voltar pelo mesmo caminho, ou de prosseguir adiante para uma “segunda parte” do trajeto, que dura mais meia-hora e é chamada de “ADVENTURE TOUR” (tour de aventura), ou seja: é pra quem quer e pode! Isto porque nesta parte as pessoas entram em câmaras cujo acesso é muito mais difícil, precisando passar por fendas, escalar algumas partes, ou se arrastar de joelhos ou de bruços entre rochas... aceita o desafio?

 Clique para ampliar: panorama 360 graus de uma das câmaras

Para participar do “adventure tour”, além de pagar uma tarifa extra um dos principais requisitos é ser magro! É isso mesmo, neste caso infelizmente os mais rechonchudos não tem vez, e apesar de eu não ser gorda confesso que fiquei imaginando se eu passaria em alguns locais, por causa da minha “parte posterior” tipicamente brasileira! Hahaha De qualquer forma não arriscamos, até porque não estávamos com roupas adequadas, mas deu para ter uma idéia da situação que evitamos nos meter através dos painéis que ficam na entrada do complexo, com desenhos sinuosos que mostram o TAMANHO REAL das passagens e fendas que os aventureiros terão que superar, e sim: eram bem pequenas! (foto abaixo)


Mais algumas fotos das cavernas:
E se quer entender mais como estas impressionantes formações rochosas se originam ao longo de milhares de anos, consulte este link, que fala um pouco sobre a diferença entre estalactites e estalagmites.

 
"Bridal chamber" - se parece com uma cama matrimonial (4 colunas e cama ao centro)


"Rainbow Chamber"- rochas com a silhueta do diabo, de um anjo e da bíblia
(mas só estando lá para conseguir enxergar...)

O Cango Wildlife Ranch é uma espécie de zoológico em que é possível ver e conhecer uma gama enorme de animais (aves, peixes, répteis, mamíferos) que não estão em ambiente livre e selvagem, mas sim supervisionados pelo cuidado de profissionais, incluindo sua alimentação. Embora seja bem diferente de uma safári em reserva natural, existem diversas “experiências” com os animais que podem ser vivenciadas por lá:


- Encontro com filhotes de felinos : leão, tigre branco ou cheetah, conforme a “disponibilidade” da época (o Rancho é também um criadouro conservacionista)
- Encontro com cheetah adulta : obviamente junto com a presença e instruções de um guia
- Encontro com uma cobra Python: imensas, existe uma “sala especial” onde se pode colocá-las no pescoço e fotografar o inusitado momento
- Mergulho em jaula com crocodilos (Crocodile Dive Cage): que tal entrar com roupa e máscara de mergulho em uma gaiola de ferro, que será imersa numa espécie de lagoa onde existem enormes crocodilos? Essa é a experiência mais assustadora e “radical” de todo o complexo, e em alguns casos é permitido até oferecer uma carninha para vê-los comer vorazmente bem de pertinho.

 A criativa entrada em forma de boca de crocodilo

 
Todas as atividades acima são opcionais e pagas à parte. Não estão inclusas no ticket geral de entrada, e possuem restrição de idade, não sendo permitidas para crianças. Toda a visita ao rancho é feita em pequenos grupos (umas 10-15 pessoas) e com um guia, que vai explicando as particularidades de cada animal. É bem interessante e dura aproximadamente umas 2h. Depois que a guia termina o tour dá para voltar em algumas áreas por conta própria e ficar observando e tirando fotos dos animais com mais calma.



  

Tirando estas experiências mais diretas com os animais, ainda assim tem muita coisa para ver e fazer por lá, e os africanos sabem bem como “expor” sua vida selvagem de maneira interessante e atrativa, respeitando as necessidades específicas de cada animal e recriando para eles ambientes agradáveis, amplos e similares ao que encontrariam na natureza. É bem diferente de um zoológico tradicional com animais enjaulados.
    
 Não é um hipopótamo filhote, e sim a espécie de Hipopótamo Pigmeu

 Ave muito exótica e grande: o Marabou-Stork (um tipo de urubu-cegonha)

Acima um urubu mais "tradicional"

 
Está incluso no ticket geral o acesso ao Snake Park (área das cobras e répteis), ao parque/playground onde 2 cangurus de pequeno porte (wallabies) andam soltos, à um restaurante e área de alimentação e também a uma área especial onde a guia tenta alimentar os crocodilos para mostrar ao público. O único problema é que nem sempre os crocodilos estão com fome, e pode ocorrer desta atração passar em branco, como foi nosso caso! A guia chamou e chamou os crocos, balançando um suculento bifinho cru na mão, mas eles preferiram ficar lá estáticos só “crocodilando” no sol! Paciência, afinal é preciso respeitar a vontade da bicharada.





 
Abaixo mais algumas fotos que ilustram a experiência no Cango Wildlife Ranch, incluindo a parte que todos mais gostam que é a dos felinos:
OBS: A guia disse ao nosso grupo que demos muita sorte em ver os felinos adultos se alimentando, pois eles só recebem comida 1x por semana. Já os filhotes recebem todo dia.




 Cheetah adulta e filhotes (= guepardo), com os quais era possível interagir 



 Leoa e leões brancos: são muito raros (e lindos!), provenientes de mutação genética

O público passa por cima da área dos leões, em uma passarela de madeira

 O imponente Puma

 Suricatos!


 Uma espécie de javali


   Lêmures, que são provenientes da Ilha de Madagascar (só existem naturalmente lá)

Ainda na cidade, recomendo o hotel/pousada em que nos hospedamos, chamado Bisibee. O quarto tinha 2 camas de solteiro bem grandes, banheiro privativo e cozinha completa incluindo acessórios. Parecia uma casinha dentro do terreno de outra casa maior, com direito até a uma churrasqueirinha logo na frente para dividir com o quarto ao lado! Tudo estava bem limpinho, e o lugar era uma delícia, bem natureza, silencioso e tranquilo. O proprietário era muito simpático e comunicativo, e se colocou à disposição para o que precisássemos. Além dos bem-tratados jardins, tinha também uma piscina, que embora não muito grande estava limpíssima. Aprovado! (categoria BBB: bom, bonito e barato!)

Sobre o hotel:
BISIBEE GUESTHOUSE
Reserve o hotel neste link do Booking, é confiável e costuma ter o menor preço.
Preço: 200 rands por pessoa (aprox.R$48 => total R$96 o casal)
PS: este que ficamos foi o "Self Catering En-suite (Room 7)"


  As ruas tranquilas e vazias da cidade

Oudtshoorn é somente uma das várias cidades cheias de atrações bacanas para explorar ao longo da famosa Rota Jardim, cuja estrada principal fica na costa sudeste do país, ligando as cidades de Mossel Bay até o Parque Nacional Tsitsikamma. Mais informações neste link ou também aqui, ou então aguardem as próximas postagens com as dicas e “Flashes” dos outros locais que visitamos na Rota Jardim:

Knysna
Plettenberg Bay
Monkeyland e Birds of Eden => post
Port Elizabeth (já que muitos  consideram todo o trecho entre Cidade do Cabo e Port Elizabeth como “Rota Jardim Extendida”)

 TCHAAAAU! Nos encontramos no próximo post! ;-)

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Postar um comentário

  1. Parabens pelo site, esta ajudando muito no meu planejamento. Só uma duvida, esta rota é perto da cidade do cabo ou joanesburgo ?

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  2. Olá João!

    A Rota Jardim não é exatamente perto de nenhuma das cidades, porém continuando pela estrada onde fica esta rota, você chega na Cidade do Cabo.
    A Rota jardim é na costa sul da áfrica do sul, com uma estrada cênica que segue paralela ao mar, e várias cidadezinhas interessantes e bonitinhas no meio do caminho. Chamam de "rota jardim extendida" quando a pessoa vai de Port Elisabeth até Cidade do Cabo, e foi isso que fizemos.
    O percurso é bem adequado para ser percorrido de carro alugado. As estradas lá são ótimas, e com um Gps se vai tranquilo em todos os pontos.

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  3. Olá Simone,

    Você Saiu de Elizabeth e foi até Cape correto? Você disse que voou de JNB e retirou o carro alugado em P.Elizabeth.

    Pergunta 1: Você devolveu o carro em Cape Town ? Se sim, vc pagou taxa de retorno porque você devolveu o carro numa cidade diferente da retirada? No brasil praticamente todas as locadoras cobram essa taxa.

    Pergunta 2.: Quando estava fazendo a Rota Jardim você dormiu em quais cidades?

    Pergunta 3.: Você levou quantos dias para fazer a Rota Jardim?

    Pergunta 4.: Você se aventurou no Bungy Jump que tem a Rota Jardim? Parece que fica em baixo da rodovia, você sabe onde devo parar o carro pra tirar aquela foto classica da ponta e parar para fazer o Bungy? Pois quero muito fazer e tirar a foto, achei uma maravilha.

    Obrigada pelo otimo post.

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  4. Olá Lili! Respondendo suas dúvidas:
    1) Sim, devolvemos em Cape. Acho que teve taxa sim (acertada já no pagamento inicial antes de locar), mas não era tão alta ou abusiva que tornasse inviável ou deixasse de valer a pena.
    2) Dormimos em P. Elisabeth, depois em Plettenberg (amei!), depois em Oudtshoorn e aí já em Cape. Paramos só para visitar rapidamente em George e uma tarde em Knysna (linda tb!)
    3) No total, se não me engano foram 5 noites/6 dias (2 noites em Port E., 2 em Plettenberg, 1 em Oudtshoorn)
    4) Não fomos no bungy jump, então não sei lhe dizer. Mas fica na área do Parque Nacional Tsitsikamma, onde dá para acampar e gastar uns bons dias se quiser. A ponte em si chama Bloukrans River Bridge, procurando por este nome deve ser fácil achar no google maps como chegar.

    Espero ter ajudado e boa viagem!

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  5. Só agora q descubro que tem essas dicas em blog de viagem!!! rs Acabei de voltar da África do Sul e quem planejou essa parte da viagem não fui eu mas estivemos na Cango Caves e tb em uma das fazendas de avestruz, mas não no Cango Wildlife Ranch... Mas tudo bem pq depois ficamos uns dias em uma reserva e deu tempo para fazer 5 safáris! Logo, logo posto tudo no meu blog, assim que eu conseguir arrumar as fotos! Organizar 5 mil fotos não é brincadeira! rs

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  6. Obrigada pelos comentários e depoimentos aqui no blog Fernanda!
    sei bem como é organizar fotos após viagens, pois são tantas coisas lindas, dá vontade de mandar revelar tudo!
    agora que jå conhece o blog, volte mais vezes antes da próxima viagem ;-)

    Acompanhe tb pelo facebook => www.facebook.com/flashesdeviagem

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